CPI DESCONFIA DO CONSULTOR-GERAL DA REPÚBLICA

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Corrupção), senador José Ignácio Ferreira (PMDB/ES), disse ontem que há "suspeita de conivência" do consultor-geral da República, Saulo Ramos, no caso dos Decretos 94.042 e 94.233 (que concederam reajustes retroativo aos fornecedores do governo). A suspeita sobre o consultor-geral surgiu a partir de um documento entregue ontem pelo procurador-geral da Fazenda Nacional, Cid Heráclito Queiroz, ao depor na CPI. Assinado por Saulo Ramos, o documento é uma resposta evasiva a um parecer da Procuradoria da Fazenda apontando a ilegalidade do reajuste retroativo. Dois pontos chama a atenção no documento assinado por Saulo Ramos. O parecer da Fazenda chegou à Consultoria Geral da República em 30 de novembro de 1987 e a resposta do consultor só foi enviada em março deste ano. O consultor-geral da República sempre afirmou desconhecer o teor da resposta encaminhada pela Consultoria Geral, mas é sua a assinatura que consta no documento (FSP).