A partir desta semana os metalúrgicos passam a contar com uma confederação própria disposta a lutar pela manutenção da URP (Unidade de Referência de Preços), pelas reposições salariais e pelo fortalecimento nacional da categoria. A Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) foi criada há três anos e em breve será autorizada pelo presidente da República a atuar. A partir dessa autorização, os metalúrgicos deixam de participar da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI). A atuação da CNTM (antes mesmo da legalização), como coordenadora de fato dos metalúrgicos, foi decidida no último dia 16 em Florianópolis (SC), quando 97 sindicatos e cinco federações, totalizando 120 delegados, realizaram a plenária que elegeu Luiz Antônio Medeiros (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo) para a presidência da CNTM. Segundo ele, a CNTM será autônoma, sem vinculação com nenhuma central, mas estará aberta à participação da CUT (Central Única dos Trabalhadores), CGT (Central Geral dos Trabalhadores) e USI (União Sindical Independente). Para a vice-presidência foi eleito João Machado Mendes, do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre (RS) (O ESP).