O papa João Paulo II disse, ontem, aos 29 cardeiais, arcebispos e bispos brasileiros que participam da reunião de cúpula entre o Vaticano e a CNBB que existe uma Teologia da Libertação "ortodoxa e necessária", desde que purificada de elementos que poderiam adulterá-la, com graves
1440 consequências para a fé. Disse ainda que os bispos e a Igreja ""têm um papel específico a exercer, que não se identifica nem se substitui ao dos políticos, dos economistas, dos sociólogos, dos intelectuais ou dos sindicalistas". E acrescentou que "pensar que só a atividade sócio-política imediata é eficaz, é arrancar a Igreja de sua missão primigênia e identificá-la com outras instâncias, por um reducionismo perigoso e destruidor" (FSP).