PROFESSORES PROTESTAM EM TODO O PAÍS

Cerca de 2 mil professores da rede estadual de São Paulo realizaram ontem uma assembléia-geral em frente à Secretaria de Educação do Estado, participando do "Dia Nacional de Paralisação", convocado pela Confederação dos Professores do Brasil (CPB) em defesa do ensino público. Os professores decidiram rejeitar o reajuste de 40%, a partir de abril, proposto pelo governo e defendem um aumento de 65,5%. No Rio de Janeiro, o Conselho Estadual dos Professores e o Sindicato da categoria estimaram entre 80% e 95% a adesão dos cerca de 140 mil professores das redes municipal, estadual e particular de ensino que ontem paralisaram suas atividades por 24 horas. As três categorias uniram-se no protesto contra o congelamento da URP (Unidade de Referência de Preços) e a política econômica do governo. Os professores do estado querem reajustes com base em 100% do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e isonomia como os professores do município. Estes, por sua vez, reivindicam um reajuste de 52% e não aceitam os dois reajustes de 11,8% (em abril e maio) propostos pelo prefeito Saturnino Braga (PSB). O "Dia Nacional de Luta" do magistério gaúcho em defesa da escola pública e gratuita teve discussões em 95% das 2.300 escolas estaduais, segundo avaliação do CPERS (Centro dos Professores do Rio Grande do Sul). Trezentos e cinquenta soldados da Polícia Militar de Pernambuco, inclusive homens do Batalhão de Choque, bloquearam ontem as cinco vias de acesso ao palácio do governo, no centro de Recife, impedindo a manifestação de cerca de dois mil professores da rede estadual de ensino, em greve há 45 dias. Segundo a União dos Trabalhadores de Ensino de Minas Gerais (UTE-MG), 70% das escolas estaduais e 80% das municipais paralisaram ontem suas atividades. A categoria reivindica 194% de reposição salarial para o quadro permanente da escola e percentuais que variam de 30% a 72% para professores (FSP).