Segundo informações de fonte do Ministério da Fazenda em Washington (EUA), o Brasil passará a realizar pagamentos semestrais dos juros da dívida externa. Essa mudança na periodicidade dos pagamentos, hoje feitos a cada trimestre, e a fórmula de aplicação do novo "spread" (taxa de risco) de 0,8125%, já acertada, em princípio, representarão um ganho da ordem de US$600 milhões no período de 12 meses a iniciar-se em junho próximo. De acordo com a fonte, esse montante será, contudo, deduzido do empréstimo de até US$5,8 bilhões que o Brasil já negociou com os bancos credores. O novo empréstimo deverá ser, assim, da ordem de US$5,2 bilhões (GM).