MILITAR ACEITOU O "PACOTE" TEMENDO MORATÓRIA INTERNA

A ameaça de moratória sobre a dívida interna foi o argumento do ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, para convencer os ministros militares a aceitarem o congelamento dos soldos e dos salários do funcionalismo público federal. O ministro contruiu essa alternativa com base em estudos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que simulou os efeitos da suspensão dos pagamentos. Embora os reajustes pela URP (Unidade de Referência de Preços) tenham sido congelados, as contas públicas continuarão com déficit de, no mínimo, 4% do PIB (Produto Interno Bruto). Para financiá-lo, o governo precisará emitir títulos, que o mercado financeiro recusaria se fosse adotada a moratória. Com isso, os prejuízos alcançariam tanto os grandes investidores quanto os pequenos poupadores (JB).