De acordo com a PNAD (Pesquina Nacional por Amostra de Domicílios) realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 1986, de uma população total de 135,6 milhões de habitantes, 30,4 milhões (22,4%) eram analfabetos naquele ano. Neste campo, 1986 ganhou em apenas 0,8% em relação a 1985 e o número de analfabetos foi reduzido em 400 mil pessoas. Na faixa entre cinco e nove anos de idade havia em 1986 10,5 milhões de brasileiros sem alfabetização, enquanto o número de alfabetizados nessa faixa etária era de apenas 6,4 milhões. No outro extremo das faixas etárias (acima de 60 anos) estava o maior contingente de analfabetos, com 4,4 milhões. Da população com mais de 10 anos de idade (101,8 milhões), cerca de 65 milhões não têm mais de cinco anos de instrução e 20,4 milhões não chegam a ter um ano de escolaridade. Apenas 5,13 milhões de brasileiros haviam estudado mais de 12 anos. O número de estudantes no 1o. grau era de 26,05 milhões; no 2o. grau, 3,3 milhões, e em cursos superiores, 1,43 milhão (FSP).