PESQUISA DIZ QUE RENDA NACIONAL CRESCEU NO PLANO CRUZADO

Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 1986, nos primeiros sete meses do Plano Cruzado (implantado em fevereiro de 1986), os 70% mais pobres da população brasileira (com 135,6 milhões de habitantes)-- com rendimento mensal entre Cz$316,97 e Cz$2.309,50-- tiveram um aumento de 1,1% de participação na renda nacional (de 25,4% para 26,5%). Ao mesmo tempo, cresceu 0,9% (de 14,3% para 15,2%) a participação no bolo do 1% mais rico-- que tinha rendimento superior a Cz$47 mil. De acordo com a pesquisa do IBGE, o Brasil tinha em 1986 uma população de 101,8 milhões de pessoas com mais de 10 anos de idade, sendo 49,7 milhões de homens e 52,1 milhões de mulheres, com uma renda média total de Cz$1.708,00. Do total de trabalhadores, 40,3 milhões exerciam suas atividades em áreas urbanas e 15,1 milhões eram trabalhadores rurais. Em relação a 1985, houve um crescimento de 1,6 milhão no número de empregos, todos eles na área urbana, que absorveu ainda os quase 400 mil trabalhadores que deixaram seus empregos no meio rural (FSP).