A aplicação de sangue no tratamento da saúde humana só poderá ser exercida por entidades públicas ou profissionais de saúde registrados e não poderá ter fins lucrativos. Esta foi a principal proposta apresentada ontem às lideranças partidárias, em Brasília (DF), pelo presidente da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS), Herbert de Souza (também secretário-executivo do IBASE-- Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas). A proposta deverá ser incluída no projeto de lei no. 410/88 enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional. O presidente da ABIA propôs ainda que os hospitais que se recusarem a atender aidéticos sejam enquadrados nos crimes contra a saúde pública, já previstos no projeto de lei, que estabelecem reclusão de um até seis anos (FSP).