O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o empréstimo de US$15 milhões do Banco do Brasil ao Instituto Brasileiro do Café (IBC) em 3 de abril de 1986, para "rolar" a dívida da operação "London Terminal", sem conhecer oficialmente a operação. O voto reservado do ministro José Hugo Castelo Branco (MIC), autorizando a intervenção na Bolsa de Londres pelo IBC, foi aprovado "ad referendum" do Conselho pelo então ministro da Fazenda, Dílson Funaro. Este voto não chegou à secretaria do CMN, para numeração e registro em ata, segundo documento oficial do Banco Central. O voto que autorizou o empréstimo, CMN no. 139/87, afirma na abertura que o IBC, "na condução da política de sustentação de preços do café no mercado internacional, foi autorizado a efetuar, junto à Bolsa de Londres, a aquisição de café robusta". Ele foi aprovado por Funaro, também "ad referendum" do Conselho Monetário, e foi referendado pelos conselheiros mesmo sem conhecer, de modo oficial, o voto que autorizou a operação (FSP).