Em dezembro último, a Fundação de Amparo ao Estudante (FAE) recebeu 8 mil toneladas de farinha de trigo doadas pelo Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) para as comunidades carentes. Alegando que as escolas não tinham condições de processar a farinha para fazer merenda e que o macarrão é mais aceito pelos brasileiros, a FAE vendeu a doação, por intermédio da COBAL, a preços inferiores aos do mercado, e vai ter que colocar dinheiro para comprar apenas 1,5 mil tonelada de massa. Por causa da operação, o Programa da ONU vai reavaliar sua ajuda ao Brasil, sem suspendê-la ou diminuí-la, alterando os critérios de escolha dos produtos a serem doados, para evitar novos prejuízos (O Globo).