Segundo as informações, cinco prefeituras do sul do Estado de Minas Gerais receberam, no final do ano passado, uma oferta de verbas federais para seus municípios, com a condição de pagarem comissão de 18,33% à empresa Cifra, de Belo Horizonte. De acordo com o prefeito de Alpinópolis, Alberto Gonçalves Freire (PFL), o autor da proposta, cujo nome não se recorda, afirmou que a comissão se destinava à campanha eleitoral do então ministro do Planejamento, Aníbal Teixeira, para a prefeitura de Belo Horizonte. O prefeito disse que estendeu o convite da Cifra às prefeituras de Pratápolis, Bom Jesus da Penha, Fortaleza de Minas e Doresópolis. Estas, então, foram até a sede da Cifra, quando souberam das condições dos empréstimos, a fundo perdido, que poderiam conseguir: cada prefeito assinaria um requerimento solicitando a verba ao governo federal e um contrato no qual se comprometeria a pagar a comissão à Cifra. Esta emitiria notas fiscais por "prestação de serviços" ao longo de seis meses. O prefeito de Alpinópolis disse que considerou a transação irregular e, assim como os demais prefeitos-- cujos nomes não foram citados--, recusou a oferta de empréstimos, que poderia chegar a cerca de Cz$900 mil para cada prefeitura (FSP).