O Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, órgão ligado ao Ministério da Justiça, denunciou ontem, no Rio de Janeiro, que os mutuários do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) pagarão em abril uma cota extra que poderá ser maior do que o valor da prestação. A cota foi autorizada pela CEF (Caixa Econômica Federal), em fevereiro passado, e corresponde à cobrança retroativa a setembro de 1987 dos 26% de correção monetária expurgada da prestação de junho daquele ano, quando foi decretado o Plano Bresser. O Conselho decidiu pedir à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar irregularidades de agentes financeiros, que vão desde a cobrança de taxas abusivas-- que somam cerca de 40% do montante da prestação-- até fraudes nos contratos (JB).