O Tribunal de Justiça de Alagoas decidiu ontem, por unanimidade, pedir intervenção federal no estado, "a fim de que se faça cumprir as leis e se possa restabelecer os princípios dos poderes, especialmente do Poder Judiciário", conforme disse o presidente do Tribunal, Eraldo de Castro Vasconcelos. Segundo ele, o governador Fernando Collor Mello (PMDB) não respondeu dentro do prazo de 10 dias dado pelo Tribunal de Justiça para que informasse se iria ou não pagar as vantagens salariais dos chamados marajás do funcionalismo público. Como já havia declarado que não paga os altos salários "porque o estado não dispõe de recursos", o governador considerou desnecessário ratificar junto ao Tribunal de Justiça. O pedido de intervenção será analisado, agora, pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que dará um parecer dentro de 30 dias (JB).