O delegado da Polícia Federal, Alcione Serafim de Santana, que preside o inquérito que apura as irregularidades na distribuição de verbas da SEPLAN (Secretaria de Planejamento da Presidência da República), afirmou, ontem, em Belo Horizonte (MG), após ouvir os depoimentos do ex-ministro Aníbal Teixeira e de seu primo-irmão Sérgio Teixeira, proprietário da Hidrosistemas de Engenharia e Recursos, ter "convencimento, como autoridade policial, de que Sérgio Menin Teixeira de Souza praticou crime de corrupção e, por isso, já foi indiciado no inquérito policial que apura a intermediação de verbas para a prefeitura de Valença (RJ)". O delegado indiciou Sérgio Teixeira sob a acusação de infringir o "Artigo 317" do Código Penal (crime de corrupção), que prevê pena de um a oito anos de reclusão. O delegado da PF disse ainda que deixou de tomar "qualquer medida legal em relação ao ex-ministro Aníbal Teixeira, porque ele faz parte de um contexto maior de investigação, envolvendo a SEPLAN". O delegado disse que só decidirá sobre o indiciamento do ex-ministro após ouvi-lo novamente, em data ainda a ser marcada (FSP).