DEMITIDA DIRETORIA DE ÓRGÃO DA RFFSA

O presidente da RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A), Paulo Munhoz da Rocha, demitiu, no último dia 9, todos os quatro diretores executivos da Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (REFER), responsável pelo fundo de ações de 80 mil funcionários da empresa. Em outubro de 1987, o Conselho de Curadores (instância máxima normativa da REFER) pediu uma auditoria externa na diretoria financeira da RFFSA, cujo titular, o economista Paulo Roberto Monclaro Mury, de 29 anos, assumiu o cargo em junho de 1987 como uma indicação do ministro dos Transportes, José Reinaldo Tavares. Todos os demais diretores são ferroviários de carreira. Uma das conclusões da auditoria foi a concentração de até 55% do volume de ações numa única corretora, a Walpires, embora algumas vezes com preços superiores aos das concorrentes. Em carta ao presidente da RFFSA, o Conselho de Curadores cita três operações de compra de ações que causaram um prejuízo de Cz$1,6 bilhão, além de um prejuízo de Cz$2,3 bilhões em compras "por preço unitário muito superior ao estipulado pelo Departamento Técnico". A auditoria foi concluída dia 17 de dezembro de 1987. O Conselho de Curadores renunciou no último dia 9 argumentando que 85 dias após se confirmar as denúncias de concentração de aplicações e
13775 favorecimentos de corretoras, não houve punições (FSP).