O secretário-geral do Ministério da Fazenda, Paulo César Ximenes, disse que o governo não fixará a meta do déficit público operacional para 1988 nem concluirá a redefinição do Orçamento Geral da União, necessários à elaboração de um programa a ser negociado com o FMI (Fundo Monetário Internacional) a partir do próximo mês, enquanto não forem definidas as medidas para conter o aumento dos gastos de pessoal da administração federal, que deverão crescer este ano 73,9% em termos reais em relação ao ano passado. Segundo ele, as estimativas do governo este ano-- na hipótese de uma inflação anual de 295,96%-- são de uma receita tributária total de Cz$4,238 trilhões. Porém, cerca de 78% desse total (Cz$2,381 trilhões) constituem receita vinculada. Sobra ao Tesouro Nacional Cz$2,281 trilhões para efetuar os pagamentos de pessoal, o serviço das dívidas interna e externa e os investimentos e custeio da máquina governamental. O secretário-geral do Ministério da Fazenda disse que, caso o governo mantenha a atual política salarial, as projeções indicam uma despesa total até o final do ano de Cz$2,580 trilhões (FSP).