As indústrias de algodão em todo o centro-sul e as indústrias de soja, nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, não terão acesso às linhas de Empréstimos do Governo Federal (EGF) neste ano, de acordo com as normas divulgadas, ontem, pela Companhia de Financiamento da Produção (CFP). As normas de EGF para a atual safra prevêem também que, na hipótese de os preços de mercado permanecerem baixos e tornarem-se insuficientes para liquidar as operações do empréstimo, vencido o seu prazo de resgate o mutuário poderá comercializar seu estoque em bolsas de mercadorias, ao invés de transformá-lo em venda direta ao governo. O governo aumentou para 100% da colheita os limites de financiamento do milho para os produtores e cooperativas fora da região sul e Estado de São Paulo e manteve em 80% as restrições naqueles estados. As indústrias, porém, só poderão financiar na estocagem de milho até 50% de sua capacidade de industrialização, contra 60% no ano passado. Os produtores e cooperativas de arroz terão direito a financiar até 80% da sua produção nos Estados de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, mas o limite sobe a 100% nos demais estados da federação. O limite para beneficiadores continua em 60% de sua capacidade de beneficiamento. Os produtores de sementes poderão financiar 100% da produção. Os prazos dos financiamentos não sofreram alteração neste ano (GM).