Cerca de 150 mulheres "bóias-frias" fizeram um protesto anteontem em frente à prefeitura municipal de Dobrada (SP) e 30 delas foram recebidas ontem em comissão pelo prefeito Norberto Comar (PMDB), para denunciar que a usina de açúcar e destilaria Lagoa Dourada, onde regularmente trabalham na colheita da cana-de-açúcar, só readmitiria para a safra deste ano mulheres viúvas ou que comprovassem, com atestados médicos, terem feito cirurgia de laqueadura. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Dobrada, Valdetudes de Barros Pinto, a restrição às mulheres tem como objetivo o não pagamento da licença de 120 dias às gestantes, conforme aprovado pelo Congresso Constituinte recentemente. A usina emprega cerca de 500 "bóias-frias" por safra. Desses, quase 300 são mulheres (FSP).