De acordo com relatório preliminar do Inquérito Administrativo que apura as irregularidades no BASA (Banco da Amazônia S/A), de novembro de 1986 a junho do ano passado, cerca de 600 operações financeiras irregulares sangraram os cofres do banco em cerca de Cz$2,9 bilhões, parte dos quais (Cz$516,5 milhões) foi contabilizada como prejuízo no balanço de 1987. A auditoria do BASA comprovou que as operações envolveram tráfico de influência, pagamento de comissões e intermediações de terceiros. Em Itaituba (PA), por exemplo, um empresário entregou 1 kg de ouro como comissão num empréstimo de Cz$12 milhões. Só no Estado do Pará, os auditores encontraram 507 operações financeiras irregulares, envolvendo 288 firmas e 800 pessoas (FSP).