Diante do impasse surgido entre os Ministérios da Fazenda e da Indústria e Comércio, quanto ao projeto de implantação das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), o presidente José Sarney determinou ao Ministério das Relações Exteriores que enviasse um especialista ao Extremo Oriente (China, Hong Kong, Cingapura, Coréia do Sul e Japão), para fornecer informações neutras. Há poucos dias, o diplomata José Maria Villar de Queiróz encaminhou um relatório ao presidente, e sua opinião sobre as ZPEs é, agora, o mais forte aliado da posição do MIC, de implantação do projeto. Segundo o relatório, "os países da área experimentaram e consolidaram o modelo econômico mais adequado e eficiente para assegurar crescimento, desenvolvimento e modernização". Em 12 itens, o diplomata rebateu as principais críticas contra a instalação das ZPEs no Brasil. Conforme relatou ao presidente José Sarney, "nas ZPEs não há facilidade e tentação de contrabando, tráfico ilegal de divisas e fraudes e tampouco expansão da burocracia, através da utilização de serviços aduaneiros despreparados". Ele também acredita que as ZPEs não causam aumento do déficit público e discorda dos argumentos que citam as ZPEs como projeto válido apenas para pequenos países e de economia aberta (JB).