BRESSER CONSIDERA O ACORDO COM OS CREDORES RECESSIVO

O ex-ministro da Fazenda, Luís Carlos Bresser Pereira, considera recessivo o acordo fechado pelos negociadores brasileiros com os bancos credores internacionais. O país não tem, segundo ele, capacidade para gerar superávits comerciais da ordem de US$11,6 bilhões ao ano para fazer frente ao pagamento dos juros e dos dividendos sem sacrificar seu crescimento. O acordo "foi uma grande vitória dos banqueiros internacionais", disse. O tamanho do superávit do país condiciona o crescimento interno. Para obter um crescimento da ordem de 5% a 6% ao ano, no Produto Interno Bruto (PIB), o ideal seria buscar um superávit de US$8,5 bilhões anual, explicou Bresser. dessa forma seria possível manter sem grandes cortes os programas de importação de equipamentos (necessários para a modernização do parque industrial) e relativamente aquecido o mercado interno, afastando o perigo de recessão (JB).