O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, anunciou ontem, em Brasília (DF), que o Brasil vai pagar em 20 anos, com oito anos de carência, o estoque da dívida externa representado por contratos antigos e que vem sendo depositado no Banco Central. O montante a ser reescalonado abrange o período de 1986 a 1993 e é de cerca de US$64 bilhões (95% de US$67 bilhões porque os restantes 5% vencem depois de 1993). Durante esse período, porém, o país continuará pagando os juros devidos, a uma média anual entre US$9 bilhões e US$10 bilhões. O "spread" (taxa de risco), retroativo a 1986, será de 0,8125%, e os juros serão flutuantes e sinalizados pela "libor", a taxa interbancária londrina. Segundo o ministro, isso foi o que ficou acertado, em mais uma etapa preliminar das negociações com os bancos credores, anteontem em Washington (EUA), pelo presidente do Banco Central, Fernando Milliet (JB) (FSP) (GM).