SILÊNCIO DE BOFF É DISCUTIDO EM ROMA

A prorrogação, por mais um ano, do "silêncio obsequioso" a que foi condenado, em maio do ano passado, pelo Vaticano, o teólogo franciscano Leonardo Boff, é um dos temas em discussão em Roma, durante a reunião de cúpula entre o papa João Paulo II, a Cúria Romana, os cinco cardeais do Brasil, a presidência e os catorze responsáveis pelos secretariados regionais da CNBB, iniciada anteontem e com término previsto para o próximo dia 15. São contrários à prorrogação do silêncio de Boff, entre outros, os cardeais brasileiros Paulo Evaristo Arns, Aloísio Lorscheider e Avelar Brandão Vilela, a presidência da CNBB e os presidentes dos secretariados regionais da conferência episcopal. São favoráveis à manutenção do silêncio os setores "conservadores" do episcopado brasileiro, aliados às mesmas congregações vaticanas-- da Doutrina da Fé e dos Religiosos-- responsáveis pela pressão junto à Ordem dos Frades Menores que levou à punição do teólogo (FSP).