O laboratório Behring, da multinacional de remédios Hoechst do Brasil, apresentou ontem à DIMED (Divisão Nacional de Vigilância Sanitária e Medicamentos do Ministério da Saúde) laudo que comprova a realização, em seus hemoderivados, de testes que detectam a presença de anticorpos do vírus da AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida) desde 1985, quando essestestes se tornaram obrigatórios. A diretora da DIMED, Marta Martinez, afirmou que isso dá uma "certa tranquilidade ao Ministério da Saúde, mas de qualquer maneira está confirmada a interdição cautelar dos nove hemoderivados produzidos pela empresa, pois o prazo de prescrição desses remédios é longo e em três lotes de gamaglobulina fabricados em 1984 foi acusada a presença de anticorpos do vírus da AIDS". O ministro da Saúde, Borges da Silveira, esclareceu que a liberação dos outros oito produtos hemoderivados da Hoechst (albumina humana 20%, crioprecipitado, fibrinogênio humano, gamavenina, globulina hiperimune, Tetanogama e Tetanovenina) depende de exames de vários lotes que estão sendo feitos na FIOCRUZ (Fundação Instituto Oswaldo Cruz) (JB).