A maioria dos 27 presidentes de federações estaduais da indústria, reunidos ontem em Brasília (DF) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), é contrária ao fim da Unidade de Referência de Preços (URP), que corrige os salários mensalmente. Segundo o presidente da CNI, senador Albano Franco, "a proposta de manutenção da URP tem apoio majoritário entre os presidentes de federações da indústria porque nós achamos que a URP mantém o poder de compra do trabalhador e qualquer alteração nessa política pode levar à recessão". O presidente da CNI disse também que os líderes empresariais rejeitaram a proposta da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) de não pagamento da URP nos três meses posteriores à data-base de cada categoria profissional (JB) (FSP).