O governo está disposto a pagar integralmente os juros que vencem no primeiro trimestre do ano-- ou o equivalente a 40% dos compromissos de todo o semestre-- dentro de um cronograma que visa a obter melhores condições dos bancos, com o objetivo de assegurar um acordo rápido com os credores. Nessa estratégia, em que considera ser vital assumir a ofensiva, o governo admite até mesmo arriscar um terço das reservas cambiais do país, estimadas em US$3,7 bilhões, lance considerado temerário por políticos do PMDB que, no entanto, não conseguem que o partido, dividido, imponha qualquer restrição à iniciativa. O plano foi concebido pelo ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, que ontem embarcou para os EUA para contatos oficiais em Washington e com os credores, em Nova Iorque (O Globo).