A Texaco descobriu uma jazida de petróleo na Ilha de Marajó (Amazonas), que dará, segundo as informações, autosuficiência ao Brasil e ainda poderá transformá-lo em novo e importante parceiro dos países integrantes da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). A jazida, de 100 km de extensão por 38 km de largura, foi detectada através de moderna tecnologia que utiliza sonda magnética tridimensional. A Texaco confessou o volume da descoberta após ser pressionada pela PETROBRÁS para início da exploração, ao revelar o montante de recursos necessários, em um momento em que atravessa graves dificuldades financeiras nos EUA. O presidente José Sarney está sendo aconselhado a anunciar oficialmente a descoberta, com o uso de recursos audiovisuais. Para isso, aguarda apenas o regresso a Brasília do presidente da PETROBRÁS, Ozires da Silva. De acordo com as informações, a PETROBRÁS, que fiscaliza a execução dos contratos de risco, notou que algo de novo estava acontecendo na região demarcada para prospecção a cargo da Texaco. Constatada a descoberta de condições favoráveis à existência de gigantesco campo de petróleo, a estatal passou a pressionar a multinacional norte-americana. A Texaco explicou, então, estar sem condições para arcar com os investimentos necessários a uma empreitada de tal envergadura e prometeu procurar um sócio. Posteriormente, prontificou-se a realizar a tarefa e sugeriu negociação com a PETROBRÁS. Em princípio, ficou combinado que 75% do território ficariam com a PETROBRÁS e 25% com a Texaco, arcando a estatal brasileira com o ônus da exploração. Aí, alguns setores no país passaram a mover tenaz campanha contra o acordo, classificando-o de lesivo aos interesses do país, o que levou o ministro Aureliano Chaves, das Minas e Energia, a suspender as negociações. Agora, segundo a visão do governo, a PETROBRÁS não pode romper o contrato de risco com a Texaco, sob pena de provocar problemas com o grupo internacional. "O Brasil terá de concordar em uma composição que atenda a seus interesses, sem prejudicar os da multinacional norte-americana. O Brasil está importando óleo a um custo anual de US$4,5 bilhões (JC).