A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) pagou 69 milhões de marcos a bancos e empresas alemães por seis máquinas, encomendadas em 1982 para serem instaladas na Hidrelétrica do Xingó, mas não recebeu nenhuma. Como a obra está atrasada, a primeira máquina somente funcionará em 1992, três anos depois da previsão inicial, o que poderá provocar racionamentos de energia mais severos do que o de 1986. A compra foi autorizada, sem licitação ou concorrência, pelo então ministro Delfim Neto, que estava com dificuldades na época para fechar as contas do país no exterior. Por causa da quantia gasta com o pagamento do sinal-- 39 milhões de marcos-- e do corte no orçamento da CHESF, determinado por Delfim, a construção da hidrelétrica somente foi iniciada no ano passado (JB).