A Associação de Defesa e Educação Ambiental de Maringá, no Paraná, está organizando uma ação popular contra a CESP (Centrais Elétricas de São Paulo) por destruir 2098 hectares de matas nativas às margens do rio Paranapanema. Entidades, como a Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná e o Instituto de Terras, Cartografia e Floresta estão se mobilizando para denunciar o fato e tentar uma medida cautelar. A reação surgiu em função do aceleramento da construção da Usina da Rosana, que já desalojou lavradores, pescadores e oleiros da área, e provocará forte impacto ambiental no noroeste do Estado, "zona que está em processo de desertificação". O reservatório começa a ser enchido este mês, alagando 30% do futuro lago que cobrirá, em outubro, 23700 hectares, sendo 13 mil hectares no Paraná. Num levantamento por amostragem constatou-se que serão perdidos espécies florestais como o ipê-amarelo, embaúvas, guabiroba, canafístula, perobas, cedro, sobrasil, pau-ferro, pau-de-alho, canes, ipê-roxo, gurucaias e jatobás (O Globo).