A Coordenadoria de Conflitos Agrários do Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário denunciou em seu documento "Conflitos de Terra", que a organização Tradição, Família e Propriedade (TFP) tem prejudicado os assentamentos em terras desapropriadas pelo governo, além de estimular reações violentas dos grandes proprietários contra a reforma agrária,
1293 em áreas de tensão social e conflitos internos. O Ministério constatou que os assassinatos no meio rural cresceram em relação a 84, com um acréscimo mensal de 170% de óbitos. De acordo com o documento, no ano passado, ocorreram 261 mortes no campo-- trabalhadores, garimpeiros, índios, advogados, clérigos, policiais, pistoleiros, proprietários, empregados de fazenda e comerciantes. Os Estados do Pará e do Marqanhão lideram as estatísticas, seguidos por Rondônia, Amazonas, Roraima, Ceará, Piauí, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás. No total, estão computados três suicídios e 16 mortes de mulheres (a metade menor de idade) antecedidas de sevícias, delitos sexuais, estupros e lesões corporais. O número de menores assassinados alcança 4,2% do total de mortos (O Globo).