O prefeito e o vice-prefeito do Rio de Janeiro, respectivamente, Saturnino Braga (PSB) e Jó Rezende (PSB), abriram ontem a campanha municipal de doação de sangue para a Casa do Hemofílico do Rio de Janeiro. Na ocasiação foi assinado um acordo entre a prefeitura, o INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social) e a Casa do Hemofílico que visa o trabalho conjunto para a melhoria e ampliação do atendimento médico aos hemofílicos, inclusive os portadores de AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida). O presidente da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar da AIDS), Herbert de Souza (secretário-executivo do IBASE-- Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), também presente, chamou a atenção para o duplo problema dos hemofílicos: a dificuldade de conseguir sangue e o perigo de contrair a AIDS através do sangue contaminado. Ele disse que não basta que a Constituinte defina deveres, "mas é preciso que sejam garantidos recursos para que eles sejam cumpridos". "Não basta apenas a fiscalização, mas é preciso que as instituições tenham condições de controlar todo o sangue passado para os hemofílicos", acrescenta Herbert de Souza. Segundo ele, até hoje já morreram de AIDS 45 hemofílicos e há registrados 56 com os sintomas da doença (JB).