Segundo pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica), as empresas nacionais, estrangeiras e estatais controlam um total de 81% ou 19,4 mil áreas de pesquisa e produção de bens minerais na região amazônica de 97% de sua superfície. As pessoas físicas, por sua vez, controlam os restantes 19% do total de 23.973 áreas mineralizadas registradas no DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) e 3% da superfície total da Amazônia. A pesquisa do CNPq classifica as sociedades organizadas e registradas no DNPM, em três grupos: primeiro, os grupos econômicos que detêm 14.459 áreas (60%) e são formadas por conjuntos de empresas, com personalidade jurídica própria mas com o mesmo comando de capital. O segundo grupo é das empresas isoladas, na maioria firmas individuais ou limitadas, constituídas na maioria para requererem as áreas mineralizadas. Elas controlam 16% das áreas ou 3.870 áreas. No terceiro grupo estão empresas não identificadas pela pesquisa e que controlam 5% dessas áreas (1.111). De acordo com a pesquisa do CNPq, das 14.459 áreas pertencentes ao primeiro grupo, o capital estrangeiro controla 47,2%, ou 6.819 áreas mineralizadas, enquanto os grupos nacionais controlam 31,7% por meio de grupos privados nacionais. As empresas estatais, 21,1%. As empresas estrangeiras controlam 2.615 pedidos de pesquisa, 4.107 alvarás de pesquisa e 97 decretos de lavra controlando também 39,9% de 921.980 km quadrados da Amazônia legal. Segundo a pesquisa do CNPq, o principal grupo econômico estrangeiro identificado como o que detém o maior controle das áreas é o conjunto de sócios Brascan Ltd., do Canadá; e a British Petroleum Co., da Inglaterra, que juntos detêm o controle de 2.773 áreas (70,7%). O segundo maior requerente de áreas na Amazônia é o grupo Anglo American Co., da África do Sul, associado ao grupo Bozzano Simonsen (nacional), com 875 áreas (12,8%) (GM).