OS REAJUSTES DOS SALÁRIOS

Estudos da subseção do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) em Brasília revelam que a criação do Piso Nacional de Salários e o Salário-Mínimo de Referência teve "um efeito bumerangue sobre os assalariados". No ano passado, tanto o piso nacional quanto o salário de referência tiveram reajustes abaixo da inflação, seja a oficial ou a calculada pelo DIEESE. O Piso Nacional de Salários foi reajustado em 347,76%, o Salário-Mínimo Referência em 216,16%, enquanto a inflação oficial ficou em 365,96% e o custo de vida calculado pelo DIEESE para quem ganha entre um e três salários-mínimos subiu 433,98%. Segundo o DIEESE, quem tem imposto de renda recolhido na fonte saiu perdendo. A isenção do imposto de renda é calculada em relação ao Salário-Mínimo Referência e este cresceu abaixo do Piso Nacional de Salários. De acordo com o DIEESE, se a isenção levasse em conta o piso nacional, hoje estariam livres do desconto na fonte os assalariados que ganham até Cz$22,5 mil. Como o cálculo é feito pelo Salário-Mínimo Referência, a isenção atinge apenas os que ganham até Cz$15 mil (JB).