Em reunião, ontem, do seu Diretório Nacional, o PMDB apoiou as medidas econômicas do governo, porém, não considera a reforma concluída. O partido quer o tabelamento dos juros bancários, a redução para 10% do nível de inflação a partir do qual é aplicada a escala-móvel, exame da política de crédito rural, principalmente para pequenos e médios agricultores e participação de representantes dos trabalhadores no Conselho Interministerial de Preços (CIP). Reivindica também a fixação de um limite para o pagamento do serviço da dívida, baseado nas receitas de exportação. Na questão salarial, o PMDB considera que a inflação do seguro-desemprego a, no máximo, Cz$1.200,00 mensais, "praticamente o torna inoperante para os assalariados que ganham mais de dois salários-mínimos". Da mesma forma, no caso da escala-móvel, o documento afirma que o limite de 10% de inflação para detonar o reajuste automático dos salários "parece mais adequado" e que os 20% fixados pelo decreto-lei 2283 configuram "uma posição inaceitável para os trabalhadores". Na área da dívida externa, a proposta do PMDB é de que o país passe, como decidiu o governo do Peru, a fixar uma porcentagem das exportações para pagamento dos juros externos. Quanto à política trabalhista, o PMDB entende que as mudanças introduzidas pelo governo garantem que o poder de compra dos salários será defendido de forma muito mais eficaz do que pela "mera redução dos intervalos de reajustamento automático" (FSP).