BRASIL PRODUZIRÁ VIDRO ÓTICO

Dentro de um ano o Brasil deverá iniciar a produção de 16 dos 35 tipos de vidros óticos que utiliza em seu parque industrial, hoje importados de países como o Japão, EUA e as duas Alemanhas. A fabricação desses vidros especiais, destinados a equipar aparelhos ou instrumentos sofisticados como microscópios, teodolitos e lupas será possível através de um convênio assinado em 1983 entre os governos do Brasil e da Alemanha Oriental, no valor de US$40 milhões (cerca de Cz$2,8 bilhões). O convênio, que prevê a transferência de "know-how" e equipamentos industriais e laboratoriais de alta tecnologia desenvolvidos pela empresa alemã Carl Zeiss-Jane, envolverá a participação de sete centros de pesquisa e aplicação brasileiros, seis deles são de níveis superior (Universidade Federal e a USP de São Carlos; Universidade Federal de Santa Catarina; UNICAMP; Faculdade de Tecnologia e o Centro de Tecnologia de Minas Gerais) e um profissionalizante de nível médio, o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) de São Caetano do Sul, também em São Paulo. Ainda de acordo com as informações, a planta-piloto do projeto será implantada no Centro de Tecnologia de Minas Gerais (CETEC), onde os primeiros 16 tipos de vidros serão fabricados (FSP).