O Brasil voltará a fazer uma negociação convencional da sua dívida externa com os bancos credores privados e oficiais. A tese defendida pelo ex-ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira, de incorporar nessas negociações o desconto com que os títulos da dívida brasileira são vendidos no mercado financeiro internacional, foi totalmente descartada pela nova equipe de assessores econômicos do presidente José Sarney. Segundo as informações, as sete principais reivindicações do Brasil na próxima rodada de negociações serão: salvaguardas contra flutuações bruscas das taxas de juros; garantia de refinanciamento de parcela dos juros devidos; manutenção das linhas de financiamento das operações de curto-prazo; remessa de juros proporcional à arrecadação com exportações; renegociação das taxas de risco ("spreads"); acordos prurianuais; e prazo maior para saldar o principal da dívida (O ESP).