Descontos de duplicatas frias, empréstimos a "empresas-fantasmas", concessão de crédito para capital de giro a empresas sem cadastros. Foram operações como estas que, de janeiro a julho deste ano, dilapidaram metade do capital do BASA (Banco da Amazônia S/A), no Rio de Janeiro, dando à instituição um prejuízo de US$50 milhões. As operações fraudulentas foram comandadas por funcionários do próprio BASA e 12 já estão indiciados, entre eles o ex-diretor financeiro Augusto Barreira Pereira, que chegou a ocupar interinamente a presidência do banco. As informações foram prestadas ontem no Rio de Janeiro pelo diretor-geral da Polícia Federal, Romeu Tuma, e pelo delegado Nício Brasil Lacorte, designado para presidir e agilizar os inquéritos (FSP).