Segundo o Departamento Intersindical de Estudos Sócios-Econômicos (DIEESE), o ajustamento dos salários para sua média real terá diferentes resultados em relação ao pico do poder aquisitivo do trabalhador, dependendo de sua data-base. Assim, as categorias que renovam acordo coletivo em janeiro receberão, em média, 74,8% do valor de pico de seus salários, e os profissionais com data-base em agosto terão assegurados 88,4% da remuneração máxima. Ainda de acordo com o DIEESE, os bancários não serão a categoria mais afetada, pois têm a data-base em setembro, e sua defasagem será de 18%. Porém, grande parte do funcionalismo público será afetado: aqueles que têm data-base em janeiro. Haverá uma defasagem média de 25,2% em relação ao ponto máximo do poder aquisitivo, para esses trabalhadores. Para o economista Aluísio Mercadante haverá uma redução do salário real. Ele afirma que o abono 8% concedido pelo governo já foi absorvido. Ele explica que a alteração da metodologia de cálculo do IPCA para o IPC faz com que a inflação ocorrida entre 15 e 28 de fevereiro "desapareça da história do país". O IPCA de fevereiro leva em conta a variação ocorrida entre 15 de janeiro e 15 de fevereiro. A falta de computação dos 13 dias finais do mês seria abonada pelos 8% (GM).