PRESIDENTE DO BC VAI A NOVA IORQUE EM RENEGOCIAÇÃO DA D.EXTERNA

O presidente do Banco Central, Fernão Bracher, viajou a Nova Iorque levando a proposta de prorrogação por dois anos dos créditos de curto prazo (interbancários e comerciais), no valor de US$15,2 bilhões. Bancos-- os banqueiros, segundo as informações, não aceitavam discutir a prorrogação por 90 dias. O Brasil estava disposto a aceitar uma prorrogação de até seis meses e o acordo final-- de um ano-- foi considerado uma vitória, não só pelo prazo, mas por ter sido obtido sem um acordo com o FMI. Brasil-- como estratégia de renegociação, Bracher pediu a rolagem das dívidas vencidas em 85 e a vencer em 86 e 87. Bancos-- ficou acertado o reescalonamento das dívidas vencidas em 85 (US$6 bilhões) e a vencer em 86 (US$8 bilhões), deixando-se para discutir os débitos de 87 em janeiro daquele ano. Bracher pediu redução da taxa de risco (spread) de 2,15%, em média, para 0,875%, mas se contentaria com uma taxa semelhante à cobrada ao México e Venezuela, de 1,125%. Bancos-- a questão está pendente e deve ser resolvida até 15 de março. Mas seja qual for a nova taxa, será retroativa a ontem. Os bancos aceitaram a proposta brasileira para que a taxa seja calculada com base na "libor" (taxa interbancária de Londres) e não mais sobre a "prime-rate" (taxa cobrada pelos bancos norte-americanos) (O Globo).