As portas do Hospital São Vicente de Paulo, na Tijuca, Rio de Janeiro, continuarão fechadas para pacientes com AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), hemofílicos ou não. Foi o que disse ontem, em depoimento na 18a. Delegacia de Polícia, a irmã Matilde Salomão, superintendente do hospital, alegando que o mesmo "não tem estrutura física, profissionais preparados nem medicamentos adequados para o combate à doença". A irmã Matilde Salomão foi responder em nome do Hospital ao inquérito em andamento na delegacia devido à queixa-crime apresentada pela Associação dos Hemofílicos do Rio de Janeiro e pela ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar da AIDS). O Hospital São Vicente de Paulo é acusado de co-responsabilidade pela morte de três pacientes hemofílicos vítimas de AIDS, ao recusar suas internações de setembro para cá. O titular da 18a. DP, delegado Maurício Cortes, disse que o Hospital São Vicente de Paulo tem 15 dias para enviar ao Departamento de Fiscalização e Higiene Sanitária um relatório informando o número de leitos existentes e se tem ou não condições de atender pacientes hemofílicos aidéticos (JB) (O Globo).