Diminuir os efeitos estatizantes do projeto da nova Constituição aprovado
11946 pela Comissão de Sistematização e assegurar a livre participação da
11946 iniciativa privada nas atividades econômicas nacionais são duas das principais mudanças articuladas pelo "Grupo dos 32", formado por moderados de cinco partidos e coordenado pelo senador José Richa (PMDB/PR). Segundo as informações, a grande preocupação do grupo foi com os artigos que tratam dos direitos trabalhistas. Após as negociações, que envolveram desde empresários da FIESP até líderes das centrais sindicais, um "pacote" excluiu a proposta de estabilidade, de pagamento dobrado para o serviço extraordinário e de reserva de mercado para pessoas acima dos 45 anos, mas manteve a redução da jornada de trabalho e a dilatação do prazo da licença para as gestantes. Os "moderados" acabaram com a estatização dos serviços de distribuição do petróleo e atenuaram as restrições para a intermediação da mão-de-obra e para funcionamento de empresas brasileiras de capital estrangeiro (FSP) (JB).