O presidente José Sarney sancionou o orçamento da SEST (Secretaria de Controle das Empresas Estatais) para 1988. São os seguintes os valores aprovados: dispêndios-- Cz$5,9 trilhões. Crescimento real zero em relação a 1987. Investimentos-- Cz$1,011 trilhão. Crescimento real bruto de 11% em termos líquidos; descontada a depreciação do capital, o investimento das estatais irá crescer 6,1% em relação a 1987. Gastos com pessoal-- Cz$713 bilhões. Crescimento real de 3% em relação ao ano passado. Tributos-- Cz$725 bilhões. Crescimento real de 17%. Demais despesas operacionais-- 2,5 trilhões. Queda real de 2%. Receita de venda de bens e serviços-- Cz$4,3 trilhões. Crescimento real de 15%. Déficit nominal-- Cz$166 bilhões, que correspondem a 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). O PIB foi estimado em Cz$30,3 trilhões com um crescimento de 6% em relação a 1987. Do montante de Cz$1,011 trilhão para investimentos no próximo ano, a PETROBRÁS irá consumir 21,1% (Cz$274,4 bilhões) e a ELETROBRÁS mais 26,2% (Cz$265,1 bilhões), o que representa um crescimento real de 11% e 13%, respectivamente. A TELEBRÁS ficará com 17,8% do total, o que significa Cz$180 bilhões (crescimento real de 24%). Caberão para Itaipu Cz$28 bilhões, o que representa um crescimento real de 8% sobre 1987. Para a Acesita, foram destinados Cz$3,4 bilhões (crescimento real de 15% sobre 1987). O orçamento da SEST prevê a contratação de 12.181 funcionários, "em caráter excepcional". Este número corresponde a um acréscimo de 2% no quadro atual, que passaria de 642.746 para 654.927 servidores. O maior número de contratações foi autorizado para a ELETRONORTE (1.497), seguida pela LIGHT (1.288), EMBRAER (926) e Companhia Vale do Rio Doce (747), ficando as demais com 7.723 admissões (FSP) (GM).