A reunião dos presidentes de oito países latino-americanos-- o "Grupo dos 8" (Brasil, José Sarney; México, Miguel De La Madrid; Argentina, Raul Alfonsín; Peru, Alan Garcia; Uruguai, Júlio Maria Sanguinetti; Colômbia, Virgílio Barco Vargas; Panamá, Eric Del Vale; e Venezuela, Jaime Lusinchi-- terminou ontem em Acapulco (México). Eles se encontraram para discutir a integração latino-americana e a dívida externa. No documento Compromisso de Acapulco, apresentado no final do encontro, os oito presidentes levantaram quatro pontos de comum acordo sobre o problema da dívida externa dos seus países. São eles: "criar mecanismos que permitam que nossos países se beneficiem dos descontos do valor das respectivas dívidas no mercado, com a conseguente redução do seu serviço"; impulsionar a ampliação de mecanismos que compensem flutuações transitórias fora do controle dos países devedores, como é o caso das taxas de juros; pede-se a ampliação da participação dos organismos financeiros internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BIRD) no financiamento dos países em desenvolvimento; e desvincular a concessão e desembolso de créditos dos bancos comerciais dos acordos com o FMI e com o Banco Mundial" (FSP).