O chefe do laboratório de ozônio (camada que filtra os raios ultravioleta do Sol) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Volker Kirchhoff, afirmou, ontem, em Porto Alegre (RS), que "o Brasil não foi afetado, por enquanto, pelo fenômeno do burado do ozônio, e por isso as pessoas podem se tranquilizar". Recentemente a ministra do Meio Ambiente da Suécia, Birgitta Dahl, disse que o buraco na camada de ozônio atingia o paralelo 16, que passa no sul dos estados da Bahia, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. O chefe do INPE desmentiu a ministra afirmando que pode ter havido erro de imprensa na divulgação da notícia, pois não foi detectado buraco algum no paralelo 16. Segundo ele, "pode ter sido noutro paralelo, o 60, por exemplo, situado no Pólo Sul". "A formação do buraco de ozônio é provocada pela emissão dos clorofluorcarbonos (gases produzidos pela indústria, encontrados nos aerosóis, aparelhos de ar condicionado, refrigeradores, produtos de limpeza de aparelhos eletrônicos etc) na atmosfera". Segundo Volker Kirchhoff, "a longo prazo, esses gases vão provocar o efeito estufa na Terra, causando inundações e mudanças de clima, além de câncer de pele" (JB).