CÉSIO-137 PERMANECERÁ NO ORGANISMO DOS CONTAMINADOS

É impossível a eliminação total do césio-137 do corpo humano. A dose
11577 de irradiação a que foram submetidas os pacientes contaminados tende a
11577 aumentar com o tempo, porque o metal continuará alojado no corpo. As afirmações são da química Adelaide Azeredo, chefe do Departamento de Bioanálise do IRD (Instituto de Radioterapia e Dosimetria), no Rio de Janeiro (capital), que analisa diariamente os níveis de contaminação dos pacientes internados no Rio de Janeiro e em Goiânia (GO) através da medição da radiação encontrada nas fezes e na urina. Segundo ela, por ser um metal alcalino, o césio se aloja de maneira uniforme no organismo, a exemplo do sódio e do potássio e ao contrário, por exemplo, do iodo, que converge para a glândula tireóide. A química do IRD disse que o medicamento "Azul da Prússia", usado nos pacientes, é eficiente na eliminação do césio-137, "mas não consegue eliminá-lo totalmente" (FSP).