A EMBRAER (Empresa Brasileira de Aeronáutica), de São José dos Campos (SP), propôs ao governo federal, através de documento preparado pela Seção de Estudos de Mercado da empresa, que, assim como foi feito nos EUA e na Europa, seja adotada no Brasil a desregulamentação do transporte aéreo, para que possam surgir empresas que explorem livremente o serviço, sem tabelamento de tarifas e sem outra preocupação que não seja com a da segurança das operações de vôo. A EMBRAER afirma que a experiência norte-americana criou 180 empresas regionais que operam 1.745 aviões em 854 cidades. No Brasil, atualmente, cinco empresas com 60 aviões atendem pouco mais de 100 cidades. O documento da EMBRAER encaminhado às autoridades aeronáuticas propõe o fim das concessões de linhas, passando-se a um sistema de certificação de empresas para o serviço, sujeitas à cassação por falta grave que afete a segurança dos vôos. Sugere, ainda, o uso de bimotores com até 30 assentos, ligações com pelo menos seis vôos por semana, e horários que permitam conexões. O sistema de tarifas será livre, sendo fixadas pelas próprias empresas em função de seus custos operacionais (JB).