O coronel Ile Marley Pereira Nunes, comandante do 18o. Batalhão de Polícia Militar, no Rio de Janeiro, na época do caso Riocentro, depois de um silêncio de seis anos, prestou um depoimento à OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil) em setembro passado. Segundo ele, duas bombas, além das que explodiram no colo do sargento do Exército, Guilherme Rosário, e na estação de luz, foram armadas e depois desativadas por agentes do DOI-CODI, durante o show pelo "Dia dos Trabalhadores", no Riocentro, no bairro de Jacarepaguá, em 30 de abril de 1981. O coronel Marley afirmou que ao chegar ao local, depois da explosão no carro Puma, encontrou três rapazes (seus nomes não foram citados). Eles foram identificados na hora como oficiais do DOI-CODI-- dois majores e um capitão do Exército-- e comentaram "que os colegas haviam feito besteira e que existiam duas outras bombas". Segundo Marley elas foram desativadas a seu pedido (FSP).