NOVA POLÍTICA INDUSTRIAL

As bases da nova política industrial já estão definidas e se concentram no fortalecimento do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI) e na prioridade para os setores de alta tecnologia, insumos básicos e bens de capital. A novidade é que o Conselho de Ministros, que decidirá sobre a concessão de incentivos a áreas não-prioritárias, será presidido pelo próprio presidente José Sarney. A reintrodução do Conselho de Ministros já está incluída no decreto de reformulação do CDI. As regiões norte/nordeste serão beneficiadas pela nova política industrial, com a concessão de maiores incentivos. O CDI não vai mais isentar os projetos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM). A concessão deste benefício ficará a cargo de cada estado, que vai decidir as áreas que pretende incentivar, na reunião do CONFAZ (Conselho de Política Fazendária). As áreas de biotecnologia, química fina, novos materiais, metais estratégicos e a indústria aeronáutica e de material bélico receberão o maior número de incentivos do CDI, com redução e isenção de impostos de até 100% (O ESP).