GOVERNADORES DO PMDB DEFENDEM MINISTRO DA PREVIDÊNCIA

Dezesseis dos 22 governadores do PMDB posicionaram-se contra o PFL (Partido da Frente Liberal) e defenderam o ministro da Previdência Social, Raphael de Almeida Magalhães, que vinha sendo o principal alvo dos ataques pefelistas ao partido. As acusações do PFL contra Magalhães foram qualificadas no manifesto dos governadores como Infâmias" e consideradas um ato de hostilidade não ao ministro da Previdência mas ao presidente
11099 Sarney e ao povo. No próprio manifesto os governadores se encarregaram de especificar as acusações do PFL contra Magalhães: "repasse de verba aos governos estaduais para custeio dos serviços de saúde" e "nomeação de representantes na Previdência Social, conhecidos como agentes do ex-FUNRURAL, para favorecer o PMDB". Os governadores defendem o programa de descentralização da Previdência atualmente em execução pelo ministério e afirmam que "o único governador do PFL-- o de Sergipe-- recebeu, como os demais, os recursos federais visando a unificação dos serviços de saúde". Com relação às nomeações dos "agentes do ex-FUNRURAL", os governadores afirmam que elas são resultado "de um acordo firmado pelo presidente Tancredo Neves com os partidos políticos, por ocasião da formação da Aliança Democrática". Este acordo prevê que o deputado federal mais votado do PMDB ou PFL em cada município tem o direito de indicar o funcionário da Previdência (FSP).